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terça-feira, 22 de novembro de 2011

:::I Workshop UCA:::


Nos dias 24 e 25 de novembro, em Aracaju, Sergipe, será realizado o I Workshop sobre formação e experiências educacionais no Projeto Um Computador por Aluno (UCA) que acontecerá paralelamente ao XXII Simpósio Brasileiro de Informática na Educação (SBIE) e XVII Workshop de Informática na Escola (WIE).

O Workshop UCA tem como objetivos:
  • Debater os diferentes modelos de formação de professores e gestores realizadas pelas equipes de formação do UCA. 
  • Compartilhar diferentes experiências pedagógicos realizadas no UCA;
  • Estabelecer trocas de experiências entre os pesquisadores e professores participantes do UCA e a comunidade científica afiliada à informática na educação. 
Visando discutir os resultados de estudos realizados na âmbito do Projeto UCA foram selecionados dezesseis trabalhos para serem apresentados. Dentre eles estão dois artigos de autoria de pesquisadores da Universidade Federal do Ceará (UFC), os quais são: "Reflexões sobre a formação docente do Projeto Um Computador por Aluno (UCA) em uma escola estadual de Fortaleza", de Renata Lopes Jaguaribe Pontes, Karla Angélica Nascimento, Katyuscia Viana e José Aires Castro Filho e "Interações multiculturais mediadas por computador: as percepções de dois participantes sobre o projeto Nossos Lugares no Mundo", de  Lavina Lúcia Vieira Lima, Lucas Vasconcelos, Daisyane Carneiro Barreto, Alisandra Fernandes e José Aires Castro Filho.

Para conferir a lista completa dos trabalhos aceitos, clique aqui.

Fonte: http://sites.google.com/site/sbiewie2011wokshops/iwuca
Fonte: http://uca-ce.blogspot.com/ 

sábado, 5 de novembro de 2011

:::Formação UCA : Professores planejam atividades::



O 2º dia de formação UCA do CE Profº Mário Martins Meireles foi  bastante proveitoso. Os professores  tiveram a oportunidade de planejar uma atividade para uma aula experimental utilizando o laptop educacional "uquinha".  O resultado desse planejamento poderá ser comprovado através dos links abaixo do vídeo. Os próximos encontros serão realizados através de pequenas oficinas, possibilitando, assim, um maior domínio do conteúdo/ferramenta  pelo professor.

Os professores já demonstraram que força de vontade, empenho e dedicação eles têm de sobra para levarem o projeto adiante. 






Clique nos links abaixo para ter acesso aos planos de aula :

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

:::CE Mário Martins Meireles inicia formação UCA:::


Acontece nos dias 03 e 04 de novembro do ano em curso, nos turnos matutino, vespertino e noturno do CE Professor Mário Martins Meireles a formação do Projeto UCA (módulos I e II) para professores, coordenadores pedagógicos, gestores e alunos monitores da referida escola.
Participam da mediação das atividades os técnicos da Supervisão de Tecnologias Educacionais Wirlanda Jorge , Iveth Corrêa e Nazaré Corrêa, professores  José Francisco Braga e José Raimundo, bem como os alunos monitores da escola.
O curso está previsto para acontecer na modalidade semi-presencial, com carga horária de 180 horas, distribuídas em 40 horas presenciais e 140 horas à distância, pela plataforma e-Proinfo .
O foco de todo trabalho é o uso pedagógico do laptop  “uquinha”, no dia-a-dia da escola, como instrumento fortalecedor da prática educativa, contribuindo assim, para a melhoria do processo ensino-aprendizagem.

Confira  a nossa programação :

Dia 03/11
APROPRIAÇÃO TECNOLÓGICA
1-Sistema Operacional (Metasys Linux)
2-Ligar/desligar
3-Ícones da área de trabalho
4-Konqueror (interface gráfica KDE )
5-Arquivos e pastas (imagens, vídeos, etc)
6-Webcam (foto e vídeo).

KOFFICE : kWord, KSpread e KPresenter
SOFTWARES EDUCACIONAIS : Tux Paint, Tux Math, Typing, Square Etoys e Logo


Dia 04/11
AMBIENTE E-PROINFO
WEB 2.0
1-Correio eletrônico (e-mail)
2-Ferramentas do Google:
  • Gmail
  • Google Docs
  • Google Talk
  • Google formulário
  • Google grupos
  • Google sites
  • Google +
3-Twitter
4-Blog

PACOTE EDUCACIONAL
1-Domínio Público
2-Portal do Professor
3-TV Escola
4-Portal do Banco Internacional de Objetos Educacionais (BIOE)

Em breve novas informações!









domingo, 2 de outubro de 2011

:::Fotos - Lançamento UCA:::

 Auditório Central da UFMA

O reitor da UFMA, Natalino Salgado, em entrega simbólica a João Batista Azevedo (Gestor do CE Profº Mário Martins Meireles). 

O diretor do NEaD, Othon Bastos Filho, entregando um laptop do projeto à aluna Érica Thaís (UEB Paranã). 

O lançamento reuniu representantes de renome na área da educação, nas esferas federal, estadual e municipal. 

A professora Alana Ludmila em entrega simbólica do laptop pelo secretário municipal de Educação, Othon Bastos.

O secretário estadual de Educação, João Alberto Bringel, entrega um computador portátil ao aluno Davi Sousa. 

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

:::Seduc participa do lançamento do Programa Um Computador por Aluno - UCA:::




O Ministério da Educação, em parceria com a Secretaria de Estado de Educação (Seduc), com a Universidade Federal do Maranhão (Ufma) e a União Nacional dos Dirigentes de Educação (Undime), lançou, na manhã desta segunda-feira (26), o Projeto Um Computador por Aluno (UCA), que visa distribuir a cada estudante da Rede Pública do Ensino Básico Brasileiro um laptop voltado à educação.


O evento aconteceu no Auditório Central da Ufma, e contou com a presença do secretário de Estado de Educação, João Bernardo Bringel; do reitor da Ufma, Natalino Salgado; do coordenador do Núcleo de Educação à Distância da Ufma, Othon Bastos Filho;e do secretário de Educação de São Luís, Othon de Carvalho Bastos; além da presença de técnicos da Seduc, da Ufma, alunos e professores, das escolas que serão contempladas com o UCA.


O programa objetiva a busca por mecanismos que inovem os sistemas de ensino para melhorar a qualidade da educação no país. Nesta perspectiva, a parceria firma-se no intuito de fazer com que o laptop seja uma ferramenta fundamental, pois auxilia o aluno-aprendiz na criação e compartilhamento do conhecimento, através da interação na rede tecnológica.


De acordo com a supervisora de Tecnologias Educacionais da Seduc, Akemi D. Wada, o Programa UCA tem a finalidade de incluir socialmente e digitalmente as crianças e jovens do estado do Maranhão. Ainda, segundo ela, o UCA é um projeto piloto do Governo Federal, e o MEC já sinalizou positivamente sobre o aumento no número de escolas para 2012.


Para iniciar a implantação deste programa no Maranhão, foram escolhidas 12 escolas, sendo uma escola federal, quatro estaduais e sete municipais. Nesse universo, as escolas estaduais irão receber 2.506 (dois mil quinhentos e seis) laptops, de acordo com o quantitativo de alunos (relativo ao Censo de 2009).



FonteAscom/Seduc

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

:::Lançamento do Projeto UCA no Maranhão:::




lançamento do Projeto UCA - Um Computador por Aluno – no Maranhão, acontecerá  no dia 26 de setembro de 2011, no Auditório Central da UFMAàs 9:00 horas e  contará com a presença de gestores e representantes de professores e alunos das doze escolas públicas maranhenses , bem como dos prefeitos e secretários municipais de educação de Barreirinhas, Rosário, Paço do Lumiar, São Luís e Pinheiro.

O Projeto UCA é uma iniciativa do Governo Federal que visa distribuir a cada estudante da Rede Pública do Ensino Básico Brasileiro um laptop voltado à educação. A intenção do Programa é inovar os sistemas de ensino para melhorar a qualidade da educação no país. Dentro desse contexto, acredita-se que o laptop seja uma ferramenta fundamental, já que auxilia o aprendiz na criação e compartilhamento do conhecimento, através da interação na rede tecnológica. O projeto UCA no Maranhão atenderá 11 escolas, sendo 04 estaduais, 07 municipais e 01 federal. 


A formação técnico-pedagógica do referido projeto, acontecerá no período de 26 a 29 de setembro ( 8:00 às 12:00 e 14:00 às 18:00), na referida Universidade e tem como objetivo capacitar multiplicadores, técnicos e gestores escolares para atuarem na formação de professores e acompanhamento das atividades escolares, e terá como pauta:
1-Apresentação do projeto UCA:O que é o projeto. Objetivos. Proposta de formação. Por quê UCA. Conceitos envolvidos.

2-Apropriação tecnológica:Linux. Arquivos e pastas. KOffice. KWord. KSpread. KPresenter.

3-Apropriação tecnológica:Softwares Educacionais (Linux), Navegadores, Ferramentas de busca.

4-WEB 2.0: Correio eletrônico, Lista de discussão, Blog, Wiki, Webquest. 

5-Conteúdo: Ambientação na plataforma E-Proinfo;Teste de logins e senhas, detecção de problemas e busca de soluções; Ambientação dos alunos na plataforma E-proinfo: preenchimento do perfil, localização e exploração das ferramentas de interação.

6-Trabalhando com o UCA: Planejamento de Aula experimental.

7-Manutenção do UCA: Resolução de problemas técnicos.

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

:::Lançamento UCA (Um Computador por Aluno):::

O Projeto UCA é uma iniciativa do Governo Federal que visa distribuir a cada estudante da Rede Pública do Ensino Básico Brasileiro um laptop voltado à educação. A intenção do Programa é inovar os sistemas de ensino para melhorar a qualidade da educação no país. Dentro desse contexto, acredita-se que o laptop seja uma ferramenta fundamental, já que auxilia o aprendiz na criação e compartilhamento do conhecimento, através da interação na rede tecnológica.

O lançamento do programa UCA - Um Computador por Aluno – no Maranhão, acontecerá  no dia 26 de setembro de 2011, no Auditório Central da UFMA, às 9:00 horas e  contará com a presença de gestores e representantes de professores e alunos das doze escolas públicas maranhenses , bem como dos prefeitos e secretários municipais de educação de Barreirinhas, Rosário, Paço do Lumiar, São Luís e Pinheiro.


O projeto UCA no Maranhão atenderá 11 escolas, sendo 04 estaduais, 07 municipais e 01 federal.


A formação técnico-pedagógica do referido projeto, acontecerá no período de 26 a 29 de setembro ( 8:00 as 12:00 e 14:00 as 18:00), na referida Universidade e tem como objetivo capacitar multiplicadores, técnicos e gestores escolares para atuarem na formação de professores e acompanhamento das atividades escolares, e terá como pauta:


1-Apresentação do projeto UCA:O que é o projeto. Objetivos. Proposta de formação. Por quê UCA. Conceitos envolvidos.

2-Apropriação tecnológica:Linux. Arquivos e pastas. KOffice. KWord. KSpread. KPresenter.

3-Apropriação tecnológica:Softwares Educacionais (Linux), Navegadores, Ferramentas de busca.

4-WEB 2.0: Correio eletrônico, Lista de discussão, Blog, Wiki, Webquest.

5-Conteúdo: Ambientação na plataforma E-Proinfo;Teste de logins e senhas, detecção de problemas e busca de soluções; Ambientação dos alunos na plataforma E-proinfo: preenchimento do perfil, localização e exploração das ferramentas de interação.

6-Trabalhando com o UCA: Planejamento de Aula experimental.

7-Manutenção do UCA: Resolução de problemas técnicos.

segunda-feira, 13 de junho de 2011

:::Maranhão prepara-se para utilização do laptop do Programa UCA:::

No dia 13 de junho do corrente ano, a SEDUC, através da Supervisão de Tecnologias Educacionais, juntamente com os multiplicadores dos NTE´s (Núcleos de Tecnologias Educacionais), São Luís I , II, Paço do Lumiar e, em parceria com o NTM (Núcleo de Tecnologia municipal de São Luís),  reuniram-se para elaborar  a formação de  professores das redes estadual e municipal para o uso pedagógico dos laptops educacionais (uquinhas) das escolas : UI Maria José Macau ( Rosário), UI José Anacleto de Carvalho (Barreirinhas), Colégio Universitário – COLUN ( São Luís),   U.E. Raimundo Muniz Bayma (Codó), CE Valnice Bertoldo Lima Cordeiro ( Capinzal do norte), CE Prof° Mário Martins Meireles ( São Luís), UEB Mariana Pavão ( São Luis), CEM Aluízio Azevedo ( S. J. do Sóter), UEB Conjunto Paranã ( Paço do Lumiar), U.E.Presidente Médice ( Pinheiro),contempladas com o Programa UCA  - Um Computador por Aluno. 

No mesmo dia, pela manhã, as  professoras Akemi Wada e Wirlanda Josino, estiveram na UFMA, reunindo-se com a equipe do NEAD, responsável pela formação do Programa UCA em nosso estado, representada pelos Professores Othon Filho (Diretor NEAD),  Francilene Duarte, Rosa Sitterman  e  Nélio Guilhon ( Diretor NTI/UFMA). O encontro teve como objetivo o diálogo entre SEDUC e UFMA acerca do desenvolvimento do Programa UCA no Maranhão.  A reunião foi muito produtiva e versou sobre questões de infraestrutura das escolas, acompanhamento técnico, acesso à Internet, formação de professores, ensino-aprendizagem com tecnologias e lançamento do Programa no Estado.

Inicialmente, será montado um cronograma de visitas técnicas que percorrerá as escolas localizadas nos municípios de  São Luís, Paço do Lumiar, Rosário, Barreirinhas, S. J. do Sóter, Pinheiro, Codó e  Capinzal do Norte,  objetivando solucionar os problemas referentes ao funcionamento dos laptops.

No mês de julho, os multiplicadores dos NTE´s serão capacitados pela UFMA, para, em seguida, montarem  um planejamento de formação para aos professores que será  ofertada nas escolas contempladas com o Programa.





segunda-feira, 25 de outubro de 2010

:::UCA - UFMA/UFC/SEDUC-MA:::

No período de 19 e 20/10/2010, a equipe do Instituto UFC Virtual : Karla Angélica Silva do Nascimento e Antonio José Melo Leite Júnior (responsáveis pela implantação e formação de Professores do Projeto UCA nos estados do Ceará, Piauí, Rio Grande do Norte e Maranhão) estiveram reunidos na Escola de Gestores do Governo, em São Luís, com representantes da UFMA e SEDUC , para tratar sobre a  implantação do projeto UCA no Maranhão.


PAUTA DO ENCONTRO :

Dia 19/10:

1-Apresentação do projeto.
2-Política de utilização do "uquinha" nas escolas.
3-Estratégias de organização para o desenvolvimento do projeto.
4-Conhecendo a Ambiente Virtual E-Proinfo. Cadastro e preenchimento do perfil.
5-Discussão sobre o conteúdo da formação (Módulos).
6-Principais problemas e suas soluções.

Dia 20/10:

1-Conhecendo e trabalhando com o "uquinha".
2-Sequência didática : exemplos de atividades educativas.
3-Planejamento e formação dos multiplicadores.
4-Debate: Dúvidas sobre o projeto.


Confira as fotos
 




Aguardem novas informações!

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

:::UCA - O dia-a-dia nas salas de aula:::



As cinco escolas do pré-piloto do UCA enfrentaram vários problemas e acharam soluções



Uma avaliação das experiências do pré-piloto do programa Um Computador por Aluno (UCA) foi financiada pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID). Sob a coordenação da Fundação Pensamento Digital, pesquisadores e educadores acompanharam o dia-a-dia nas cinco escolas públicas participantes, das cidades de Brasília (DF), Palmas (TO), Porto Alegre (RS), Piraí (RJ) e São Paulo (SP).

Três relatórios já estão disponíveis, na página do programa, na internet: contexto da escola, infraestrutura e gestão da escolar. Em breve, devem ser publicados também os relatos sobre vivências pedagógicas, fotos e vídeos das atividades, e os depoimentos de alunos, gestores e professores.

Sem conexão, nada feito

A preparação da infraestrutura da escola para receber o UCA deve levar em conta desde o acesso à internet até o armazenamento dos laptops, passando pelo mobiliário. É fundamental que a questão tecnológica não prejudique as atividades, principalmente nos primeiros dias. “O professor se dedica, prepara uma boa aula, se compromete. Se na hora H a internet cai, é um desgaste enorme. Temos de ter cuidado para evitar as frustrações. O professor precisa de um certo encantamento”, diz Marta Voelker, da Fundação Pensamento Digital, responsável pela coordenação do trabalho de avaliação do pré-piloto. Marta lembra que Piraí (RJ), onde havia melhor infraestrutura, foi onde a experiência teve melhor continuidade. A especialista define a equação em poucas palavras: “O UCA precisa gerar mudança e, para sustentar a mudança, o equipamento precisa funcionar”.

Conexão não é problema, adianta José Luiz Aquino, assessor da Presidência da República para o projeto UCA. Ele informa que cerca de 40 mil das 140 mil escolas públicas brasileiras já estão conectadas em banda larga. Acrescenta que todas receberão conexão, por meio de acordos assinados com as operadoras de telefonia que operam no território nacional. “Os links fornecidos atualmente são de 2Mbps. Mas até a metade de 2011 as operadoras serão obrigadas a levar às escolas a melhor condição que forem capazes de praticar nas localidades. Ou seja, se a operadora vender 40 Mbps em determinada cidade, vai ter de colocar essa velocidade na escola pública daquele município”, diz Aquino.

Mas a conexão não é tudo. A cobertura sem-fio, aponta o relatório do BID, requer um rigoroso diagnóstico técnico da escola que vai receber o UCA. Em Brasília (DF), por exemplo, uma situação inusitada levou à reforma de várias instalações: como a escola é construída com placas de concreto, o sinal sem-fio não passava. Foi necessário refazer a rede lógica interna, colocando pontos de acesso em cada sala, além de podar árvores no entorno do prédio. Pontos de acesso simples foram instalados também em Palmas, Porto Alegre e São Paulo. Uma experiência positiva, recomendada no relatório de avaliação, foi a de Piraí, que adotou cabos irradiantes, com excelente custo-benefício.

Armazenar e carregar as baterias dos laptops foi outro problema comum. Perdia-se muito tempo com o deslocamento dos equipamentos para as classes e com o carregamento das baterias. Palmas e Piraí resolveram o assunto mandando fazer armários específicos para guardar os portáteis dentro das próprias salas de aula. Além de possibilitar que os laptops estivessem à mão rapidamente, quando as crianças precisassem, os armários continham tomadas para carregar simultaneamente as baterias. Só que, para isso, foi preciso rever as instalações elétricas em todas as salas.

Móveis e suporte técnico

Outro ponto para prestar atenção: o mobiliário. As carteiras precisam ser adequadas, ou os laptops certamente vão cair no chão muito facilmente. As carteiras de um braço só não servem. As mais indicadas são as que têm mesa acoplada. Além disso, o uso dos laptops estimula uma nova dinâmica na classe. Os alunos se reúnem em grupos, trocam de lugar para se ajudar uns aos outros, trabalham ora sozinhos, ora em pares, ora em turmas. “O espaço físico da sala é da maior importância”, alerta a pedagoga Maria Elizabette Brizola Brito Prado, do Núcleo de Informática Aplicada à Educação (NIEd), na Universidade de Campinas (Unicamp), avisando que, “se a carteira estiver presa ao chão, não vai funcionar”.

Em Porto Alegre, entusiasmada com a novidade, a comunidade escolar realizou um mutirão e reformou os ambientes de estudo. Foi feito um cantinho de leitura e um cantinho para os laptops, com tapetes doados pelas famílias, estantes de livros feitas com caixas de sapatos, almofadas confeccionadas pelas mães.

A questão de manutenção e suporte dos laptops foi uma preocupação de professores e gestores. E com razão. Esse é um problema local, de acordo com os termos do programa UCA. De responsabilidade da escola ou do órgão público gestor, que é uma secretaria de Educação estadual ou municipal. O laptop tem um ano de garantia, dado pelo fabricante. As escolas devem receber uma pequena quantidade de máquinas excedentes, para reposição. Mas o dia-a-dia tem de ser tocado com recursos próprios. Em Palmas, uma solução caseira fez sucesso: a escola aproveitou as próprias competências dos estudantes. Foram capacitados alunos-monitores, que ajudavam os professores nas atividades. Esses alunos-monitores foram eleitos pela comunidade e se revezavam, de tempos em tempos, porque a ideia foi tão empolgante que despertou o interesse de muitos candidatos.

Formação permanente

Por conceito, o UCA obriga a comunidade escolar a repensar o jeito de dar e de receber aulas. Assessora do Ministério da Educação no programa UCA, a professora Léa Fagundes contou, durante a apresentação no FISL11, uma história que ilustra bem a proposta de educadores, como ela própria, que trabalham na implantação do programa junto às escolas. E também mostra de que forma essa “revolução educacional” começa a se dar, no ambiente escolar. Uma das professoras da escola gaúcha se confessou angustiada: “O que eu vou fazer quando meus alunos estiverem com esses computadores nas mãos? Eles vão querer navegar na internet. Eu não vou mais dar aula!” Ao que a professora Léa respondeu: “Mas... ótimo, não precisa dar aula!”

Pelo menos, não precisa mais dar uma aula como se conhece até aqui, baseada em uma transmissão linear de saberes. Por isso, o relatório da avaliação financiada pelo BID enfatizou a necessidade de uma discussão pedagógica que vise a integrar o UCA no projeto político das escolas, com permanente capacitação de professores – e esse é um dos pontos fortes da segunda etapa do programa (ver reportagem publicada n’ARede nº 58). No pré-piloto, algumas experiências de adaptação à proposta pedagógica do UCA – que privilegia o trabalho por projetos – serviram para contribuir com a reflexão de como fazer o quê.

Na escola de Porto Alegre, tão logo se constatou que uma aula de 40 minutos não era suficiente para trabalhar com laptops, os educadores tentaram romper com a grade curricular, reorganizando radicalmente o horário. A mudança não durou muito. Mas ajudou a entender que é necessário, no mínimo, ter aulas duplas de cada disciplina. Em São Paulo, a mesma constatação. As aulas precisariam ser mais longas. Então, os professores passaram a negociar os horários entre si. “Isso resultou em uma enorme integração e compartilhamento sobre o que cada professor estava fazendo”, contou o professor Jorge Franco, orientador de Informática Educativa da EMEF Ernâni Silva Bruno, de São Paulo, acrescentando que “a interdisciplinaridade ficou fortalecida e eles passaram a trabalhar em parceria”.

Elemento decisivo para que as novas práticas educacionais, de fato, aconteçam, a formação dos professores para o uso das tecnologias educacionais deveria começar nos cursos de Pedagogia. A opinião é de Nelson Pretto, da Faculdade de Educação da Universidade Federal da Bahia, que elogia a iniciativa, mas aponta uma deficiência na estratégia de condução do programa como uma política pública: “Não podemos repetir os erros do ProInfo. Os laptops do UCA deveriam ser dados também às universidades e faculdades, para que os futuros professores se apropriem da ferramenta”.

O segredo é planejar


Todos os relatos das escolas citaram o apoio e a sensibilização dos gestores escolares como elementos essenciais para o sucesso do projeto, segundo descreve o relatório de avaliação. “O professor precisa destinar, no mínimo, 20% do seu tempo para planejamento”, sugere Marta Voelker, da Pensamento Digital.

Em São Paulo, foram usadas as horas da Jornada Especial Integral de Formação (JEIF). “Esses momentos foram aproveitados para intercâmbio entre docentes e também entre a coordenação, a direção e os professores”, informa o professor Jorge Franco, de São Paulo. Franco explica que, nessa integração, os professores passaram a compartilhar mais o que estavam fazendo em sala de aula e também reforçaram os trabalhos em parceria.

Sem dúvida, a escola da capital paulista desfruta de uma condição privilegiada. Não são todas as redes de ensino municipais ou estaduais que dispõem de um horário desse tipo, que pode ser dedicado à implantação de um projeto. A pesquisadora Marta considera fundamental que o poder público se envolva e propicie as condições para que esse planejamento aconteça, “porque se trata de mudar uma política de educação”. O estado, a prefeitura, diz ela, precisam encontrar uma forma de regulamentar a atividade de planejamento. Ou seja, dar apoio ao trabalho do professor também fora da sala de aula. (A.L.)



:::UCA - Lições da primeira fase:::



Avaliações do pré-piloto do programa UCA mostram as dificuldades e os ganhos da aprendizagem com uso de laptops educacionais - Áurea Lopes




O programa Um Computador por Aluno (UCA) chegou à sua escola? Chegou à escola onde seus filhos estudam? Se respondeu sim a uma dessas perguntas, você precisa conhecer as melhores práticas e as armadilhas a serem desarmadas para que esse programa do governo federal se torne, de fato, uma política educacional revolucionária. Porém, se respondeu não às perguntas do início, talvez você também tenha interesse em saber o que faz funcionar (e o que emperra) a proposta de colocar um laptop na mão de cada estudante das redes públicas de ensino brasileiras – uma estratégia que seria capaz de tirar o Brasil de posições vergonhosas como o 88º lugar (entre 128 países) do último ranking da Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (Unesco), divulgado este ano.


Todas essas informações são sínteses preciosas dos ganhos e das dificuldades implícitas na metodologia denominada 1 para 1 e apontam problemas e soluções de ordem conceitual e de ordem prática que vão ser de grande proveito para a segunda etapa do programa – já em andamento em mais de 300 escolas do país, agora na fase denominada piloto. Entre as conclusões mais significativas da avaliação, aparecem necessidades prementes como conexão de qualidade na escola (leia-se: banda larga), envolvimento direto dos gestores e do poder público local, mudanças na metodologia pedagógica, formação continuada de professores. Não foi possível, nesse período, estabelecer indicadores para avaliar o desempenho escolar. Mas foi unânime a percepção de que o uso dos laptops fez crescer a motivação, tanto de alunos, quanto de professores; melhorou a participação dos pais na escola; e aumentou a autonomia dos educandos.

Os resultados da avaliação financiada pelo BID foram apresentados a uma interessadíssima plateia de professores de redes públicas de ensino, durante o 11º Fórum Internacional de Software Livre, no final de julho, em Porto Alegre, no Rio Grande do Sul (ver reportagem sobre o FISL11 na página 34). Estudantes e educadores da Escola Estadual de Ensino Fundamental Luciana de Abreu, em Porto Alegre, explicaram, por exemplo, que houve uma mudança radical no horário escolar. “Uma aula de 40 minutos não dava para uma atividade com laptop. Passamos a ter aulas duplas de cada disciplina”, disse Tânia Mara de Castro Oliveira, coordenadora do UCA na escola. Os alunos levaram um vídeo feito por eles próprios e contaram, entre outras histórias, como os laptops foram utilizados para construir um foguete de água (real, não virtual), por meio do qual estudaram Física e Matemática, entre outras disciplinas. Experiências similares foram relatadas por representantes da Escola Municipal Ernâni Bruno (São Paulo) e do Colégio Estadual Dom Alano Marie du Noday (Tocantins).

A dedicação da professora Dinalva Inês Henn Vettorazzi, que dá aula de Matemática na 5ª série, emocionou os ouvintes. Assim que as máquinas chegaram à sua escola, ela procurou utilizar o laptop dentro do máximo do seu conhecimento, mas confessou que não tinha domínio suficiente da tecnologia para adotá-lo em tempo integral. Por isso, fez um mix de aulas com laptops e aulas convencionais. No entanto, como os alunos estavam bastante envolvidos no uso dos computadores móveis, em projetos interdisciplinares, ela liberou as turmas, em alguns de seus horários, de modo que eles pudessem participar das atividades em que o laptop era usado. “Foi um jeito que encontrei para que eles não perdessem a oportunidade de vivenciar um aprendizado envolvente, em que o grau de aproveitamento era maior do que o das aulas convencionais”, explicou. “De minha parte, comecei a assistir essas aulas de projetos, de outros professores, para ver, dentro do que eles estavam fazendo, como eu poderia inserir os meus conteúdos e aumentar a utilização dos computadores nas minhas aulas também”, acrescentou.

De acordo com Elizabette Brizola Brito Prado, do Núcleo de Informática Aplicada à Educação(Nied), na Universidade de Campinas (Unicamp), responsável pelo projeto na escola de Palmas, a experiência de Tocantins deixou claro que, quando o laptop chega à sala de aula, o professor precisa saber muito bem onde está e onde quer chegar. Para ter condições de manter o foco, sem deixar que a navegação na internet ou a exploração da máquina desviem a atenção dos alunos do objeto de estudo. “Com isso, os professores passaram a organizar melhor o plano de aula e, mais do que isso, a explicitar para os alunos o que ia acontecer em sala”, explicou Elizabette. “Naturalmente, os meninos adquiriram mais autonomia. Iam caminhando por si, e se tornaram investigativos e coautores das atividades”, diz.




A força do gestor
Consenso entre aqueles que participaram do pré-piloto, a sensibilização dos gestores escolares é essencial para o sucesso do projeto. Estas são as recomendações de quem participou dessa primeira etapa, para diretores de escola e coordenadores pedagógicos que começam a implantar o programa:
• Ouvir as dificuldades e conquistas dos corpos discente e docente antes de propor alternativas de solução ou buscar parcerias que deem suporte ao projeto
• Ter consciência acerca de uma rigorosa organização de documentação dos dados da própria escola, com arquivos preenchidos e constantemente atualizados, de modo a facilitar o processo de avaliação
• Manter diálogo constante com as secretarias de Educação, bem como formar parcerias com a comunidade escolar
• Promover reorganizações internas, tanto para facilitar a quebra da rigidez do currículo como para superar as dificuldades físicas e técnicas das escolas
• Ter consciência da importância do planejamento da prática pedagógica com foco na interdisciplinaridade
• Ter consciência da necessidade de mobilizar os alunos para que eles participem ativamente dos próprios processos de aprendizagem
• Mapear os tempos de dedicação da equipe docente, bem como a clareza de suas atribuições, responsabilidades e funções
• Frequentar cursos de formação de gestores se estiverem disponíveis nas secretarias de Educação.




terça-feira, 17 de agosto de 2010

:::Escola de Capinzal do Norte é beneficiada com UCA:::

A escola da rede estadual CE Valnice Bertoldo Lima Cordeiro, em Capinzal do Norte, distante 260 km de São Luís, foi contemplada pelo Ministério da Educação (MEC) com o Programa "Um Computador por Aluno (PROUCA) - que integra as ações para o uso de novas tecnologias da informação e da comunicação (TIC) nas escolas, por meio da distribuição de computadores portáteis aos alunos da rede pública de ensino.




Em parceria com as secretarias de estaduais de Educação, o programa prevê a distribuição de 150 mil laptops para 300 escolas públicas do país. A expectativa do Governo Federal é que os equipamentos sejam distribuídos às escolas até maio de 2011.




Com 358 alunos nos turnos vespertino e noturno, a escola de Ensino Médio, Valnice Bertoldo Lima Cordeiro, receberá um laptop para cada estudante matriculado. Para o diretor da Francisco Sérgio Bezerra Alves, foi uma grande surpresa e ao mesmo tempo uma alegria, a escola ter sido contemplada.




"É um projeto novo que vem inovar a maneira de se trabalhar na sala de aula. Na verdade todo jovem gosta de trabalhar com computador. Os equipamentos vão servir como incentivo e estímulo para que eles possam adquirir conhecimentos, que até então, eram repassados apenas pelo professor ou pelos livros," disse emocionado.




O programa, segundo o gestor, será uma ferramenta importante para qualificar os estudantes para os grandes empreendimentos que estarão se instalando no município com a descoberta recente de gás natural. "A escola já recebeu a visita de engenheiros da empresa OGX, que incentivaram os jovens a se prepararem para potencial da região que pode se transformar num dos maiores produtores de gás no mundo," contou ele.



Na parceria do programa, a Secretaria de Estado da Educação (Seduc), será responsável pela liberação do corpo docente para capacitação técnico-pedagógica, bem como a reserva de pelo menos quatro horas por semana, por docente, para interação e integração do conteúdo educacional e tecnológico.




Quanto à formação dos professores, será constituída uma equipe técnico-pedagógica de formação do MEC, que repassará informações técnicas a uma equipe da Seduc que, por sua vez, vai disseminar nos Núcleos de Tecnologia Educacional (NTEs) as informações. Além da capacitação técnica, o MEC se responsabilizará pelo acesso das escolas à internet com a implantação de uma rede wireless.





Data: 16/08/2010

Fonte: Ascom/Seduc
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